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Dia 14 passado, iniciei num novo trabalho, um estágio inicialmente de 10 meses pela Secretário de Educação e Cultura do Estado do Rio Grande do Norte, para atuar como instrutor de informática no CAIC - Centro de Aprendizagem e Integração de Cursos.

O desafio é ensinar informática básica para 200 pessoas durante 6 meses. Divididas em turmas de 10, as quais cada uma terá uma unica aula por semana com duração de uma unica hora. Muito pouco? Também acho! Mas a oportunidade é unica para aqueles que desejam aprender.

A primeira semana foi a semana dos nomes que não conseguirei aprender, mas das historias, perfis e aspectos descobertos que jamais esquecerei.

Ajuda com o mouse

Dos 200 alunos, tenho:

~55% - 13 aos 18 anos.

Desses, pelo menos metade, não tem nenhum conhecimento básico mas freqüenta Lan Houses com amigos e observa-os jogar, acessar Orkut e MSN. A outra metade são de jovens que não tem curso mas já sabem “mexer” e acessam principalmente Orkut, MSN e YouTube.

~30% - 19 aos 25 anos.

Alguns não tem nenhum conhecimento básico em informática e a grande maioria já fez curso a pelo menos 18 meses. Sentiram a necessidade de atualizar-se, pois afirmam ter esquecido de muita coisa.

~10% - 25 aos 35 anos.

Quase todos não tem curso mas realiza alguns pequenos trabalhos (digita, acessa uma página na internet…). Desses alguns (quase a maioria) possui computador em casa, mas os principais usuários são os filhos (Não tenho conhecimento dos perfis desses filhos).

~5% - acima dos 35 anos.

Não possuem nenhum conhecimento.
Mãos pesadas de trabalhadores que em sua maioria pensam em comprar um computador.

Algumas senhoras com mais de 50 anos, com muita vontade de aprender e com enorme dificuldade de utilizar o mouse (sempre digo que ele não é tão sensível e que podem abusar dele. Essas pessoas parecem ter medo de usar o mouse).

Em algumas turmas, praticamente todos são conhecidos entre eles. Pais e filhos, mães e filhos/filhas, vizinhos, pequenos grupos de amigos, e alguns funcionários da própria instituição.
Uma das senhoras acima dos 35 anos (com mais ou menos 40, 45 anos) estuda no mesmo local do curso, faz o ensino médio e aproveitou a oportunidade para aprender informática chegando uma vez por semana uma hora mais cedo. Chega as 18 e sai as 21:30. Admiravel a determinação e a força de vontade dela.

O Laboratório que inicialmente estou utilizando para as aulas, tem em todas as maquinas o Linux Educacional, mas, a sala que será a definitiva possui Windows XP em todos os computadores.

Pretendo publicar sobre o Linux Educacional e alguns artigos referente a esse novo desafio. Linux Educacional, Windows, a visão dessas pessoas e as minhas conclusões e principalmente minhas percepções das atividades realizadas por eles. (Adoro as perguntas que eles fazem).

Tenho alguns projetos relacionados a Software Livre e Mídias Sociais, e pretendo apresentar no decorrer desses 10 meses, como forma de desmistificação e popularização CONSCIENTE desses recursos disponíveis a qualquer internauta, cidadão.

Ficarei feliz se alguem tiver interesse em contribuir com sugestões de projetos, idéias ou compartilhar experiências adquiridas. Enfim, publicarei mais sobre esse desafio que sabemos, precisa de muita paciência, muito pé no chão e força de vontade pela dificuldade e importância envolvida. Mas graça à algo inexplicável, sou um poço de paciência e força de vontade para essas ações.

Desculpem a falta de atualização, minha ausência noutros blogs… É por uma ótima causa!
Até breve!

Fonte Imagem: Gustavo Moura

Mais um post da série 1 ano de Blog
Uma das coisas que nunca vou esquecer, é o post (merecedor de DELETE) Blog antecipa portal de notícias da Globo, uma pequena amostra da minha “iNgorância” com relação a Web.

Não sabia que, quase sempre, os blogs saem na frente dos grandes portais. Mas como era um blogueiro iniciante e lia pouquíssimos blogs, que para mim não tinha diferença nenhuma de um site convencional, Para ser sincero, não sabia nem que esse nome “blogueiro” existia, muito menos que existia blogosfera. Publicar algo antes de ler sobre o mesmo assunto num grande portal de notícia foi como ouvir do além “você está no caminho certo…” Já viu… :D

O outro erro! (queria-porque-queria-mais-visitas)

Comecei a divulgar o blog, mas por um caminho errado! Com aqueles sistemas (sites) de troca de inks e banners. Cometendo delito do Artigo Blosque item 3? Oxê! Acrescenta aí… Nunca utilizar sites especializados em troca de links e banners [Exemplos]. Quando descobri que não era o certo (e que NÃO FUNCIONA!), abandonei! Mas abre-se um nova porta, os outros blogs.

Ler, fazer um bom comentário, acrescentando algo, um ponto de vista diferente… Isso atrai leitores… E curiosos ^^

A melhor maneira de divulgar o blog é, realmente, comentar em outros blogs e usar das redes sociais de links (diggs e similares).

Depois de algumas descobertas, comecei a gostar de ler, escrever e estudar Português. Até então, não eram coisas que sentia prazer em fazer. Mas era preciso estudar, cometia muitos erros (ainda cometo). Passei a escrever blogar mais em paralelo aos estudos do português e das pesquisas incansáveis aos dicionários e gramáticas. O que não consigo entender é que ainda hoje, cometo barbaridades, mas enfim, melhorei uns 150% :D

PS 01: Tem dias que “fecho os olhos” e começo a digitar um post, depois Publico!
Coisa feia, não é?! Mas é a pura verdade! Por outro lado, tem dias que escrevo de olhos bem abertos, releio umas 200 vezes e ainda fico insatisfeito, inseguro para publicar. Por isso, releve…

PS 02: Caso você note alguma frase faltando palavras no meio, releve também… :D Tenho problema sério de pensar mais rápido do que digito/escrevo… Eu sei o que você deve está pensando… “Maluco!!!” :)

Eu, eu mesmo e eu novamente! No começo não tinha visitas…
Como dizem que recordar é viver, estive relembrando alguns fatos acontecidos no primeiro ano na blogosfera. Um período de aprendizado, muitas descobertas, algumas comédias e muitos alguns erros. ;)

O primeiro erro de um blogueiro iniciante

Cerca de… sei lá quantos blogueiros +1 (EU)… Cometeram o primeiro erro antes mesmo de criar o blog. Na escolha do nome!
TODOS enquadrados no Artigo Blosque - Item 14; - Escolher qualquer nome…
Além dos cuidados que se deve ter com relação às marcas registradas, uso de caracteres especiais, o novo blogueiro (o aspirante a blogueiro) deve ficar atento a dois pontos que hoje, julgo imprescindíveis:

  • Quer associar o conteúdo do seu blog ao SEU nome?!

Não sei se é coisa do ser humano, mas a maioria das criações levam o nome do seu criado. Imagina se a criação é uma TREMENDA b*sta?! Já viu…
Nos dias de hoje, onde até as empresas fazem um buscazinha na internet sobre seus candidatos (seja fornecedor, empregado, etc), isso pode representar um ponto (positivo ou negativo) com relação a você! Portanto, se você não pretende ter - pelo menos inicialmente - seu nome associado diretamente ao blog, pense bastante antes de escolher.

Uma coisa interessante é: Se você criar um nickname (nome de usuário), como por exemplo: Garota sem fio, Anderssauro, usuário compulsivo… E você e/ou seu blog obtiver sucesso, você terá um nome artístico e poderá manter sua identidade secreta real com um pouco mais de privacidade, sem perda nenhuma das regalias blogosféricas.

  • Escolheu o nome?! Pense mais uma vez…

Pense agora que o nome do seu blog pode ser uma marca muito famosa! ;D

Depois de cometido os primeiros erros, iniciamos a saga… SOZINHOS…
Nos dois primeiros meses… eu tinha 10/15 visitas… E olha, acho que era eu, eu “dinovo” e eu novamente… :( Normal quando se estar iniciando um blog… Poucos artigos e quase nenhuma freqüência definida… Sem falar na qualidade… Enquadrados nos itens 6, 8 e 10 do Artigo Blosque. Quanto tempo de pena?! O resto da vida (do blog)…

É preciso criar conteúdo, ajustar o visual e depois começar a divulgar e conquistar espaço!

Por enquanto, é só! Tem muito mais nesse baú… até espero que seja breve!

Ser moderno não é fácil! Cheguei a essa conclusão quando notei que minha mãe é uma de milhões de mulheres modernas na nossa sociedade.

Trabalhar, trabalhar, trabalhar… Um estilo de vida cansativa, desgastante e estressante!
Acordar às 3hrs, 4hrs para lavar, cozinhar e sair para TRABALHO às 6h30min. Chegar às 18hrs, cozinhar, arrumar… De segunda a sexta. Aos sábados, trabalhar, cozinhar, passar, faxina na casa. E, em alguns domingos, trabalhar! Por ser a única analista no controle de qualidade da empresa, capacitada e capaz de realizar todos os testes para exportação do produto (castanhas de cajú).

Em alguns dias, a mulher chega cansadona, estressada, de não poder nem passar por perto. Com TPM?! Não! Ela fica pior quando nesse período. Sem falar que para ela e para muitas mulheres, esse período dura MUITO. A natureza de certa forma foi cruel, talvez injusta com ELAS. Mas temos que ajudar e compreender, são seres humanos capazes de realizar coisas não tão sensíveis como TRABALHAR 12, 13, 15 horas por dia.

Valorização da Mulher

Os homens que cercam essas mulheres precisam compreender e ajudar, com coisas simples. Chegou mais cedo do trabalho?! Prepara o jantar. Não sabe cozinhar?! Está na hora de aprender!
Ajude com a arrumação da casa. Essa ajuda significa principalmente manter-lá organizada, limpa.

Não podendo nunca faltar o carinho, atenção, a massagem…

Dona Maria… A mulher que me ensinou a ler, escrever, a mãe que sofreu por 4, ao passar com seus 3 filhos por dificuldades, a batalhadora incansável, a mulher que sempre gostei de estar por perto, da qual perdi a conta dos dias que passamos juntos, só eu e ela, quem várias vezes chorou e me fez chorar com sua luta… Uma convivência que aguçou minha sensibilidade, sensibilidade não é sinônimo de fraqueza, nem deve ser associadO EXCLUSIVAMENTE as MULHERES!

Desde de cedo, EU aprendi a lavar, passar, cozinhar, cuidar da casa, compreender e conviver com o universo feminino, que não é nada desconexo… Aprendi também a ouvir o “está pronto pra casar”. E já estou aprendendo a ouvir de IDIOTAS o “manicaca”.
Mulheres, mulheres, eu sei que você, meu carO amigO gosta dELAS, mas será que você aprendeu a AMÁ-LAS?!

Pela valorização da mulher proposta da Meire e da Lys, uma blogagem coletiva que acontecerá 8 de março e você não pode deixar de participar.

A vida ensina!”, quem nunca ouviu essa frase?!

Antes e durante o carnaval, estive refletindo sobre algumas coisas, uma delas foram as escolhas e modo como vivo. Sempre fui certinho, mas calma, não tire conclusões, ainda. Não mudei nesse aspecto e não é agora que vou mudar. O fato de ser “certinho” me tornou o exemplo para meus irmãos, o mais próximo que minha baixinha, querida mãe, tinha para mostrar aos meus, também queridos irmãos.

O garoto organizado, limpinho (criança odeia tomar banho, eu sempre adorei), estudioso, de quem “nunca” ouviu-se reclamação, que sempre fez (procurou fazer) as coisas direitinhas, que não gostava e não gosta de servir de exemplo para ninguém, irritava-se ao ouvir sua mãe o apontando como exemplo.

Segundo a minha psicóloga, cientista da computação, amiga, lindinha, esforçada, curiosa, antipática (mas legal), complicadinha - tanto paparico, não é?! Ela merece! - não esquecendo, também tarjada de certinha, há dois tipos de exemplos dos quais, um deles não gostamos de ser:
1 - O exemplo do SER
“Não gosto de parecer o modelo feito em resina de uma pessoa real, eu SOU uma pessoa real”.

2 - O exemplo do Fazer
“Se eu faço uma coisa boa, e alguém diz que isso o inspirou a também fazer algo bom…”

Não gostamos de ser o exemplo, modelo do SER, mas gostamos de ser o exemplo que inspirou e não forçou, alguém a fazer algo de bom.
Consigo entender um pouco mais minha irritação quando era o exemplo do que meus irmão deveriam SER. Talvez ser “certinho” seja um rótulo dado as pessoas que tentam fazer sempre coisas boas, mas não significa que não irão, nunca, jamais, fazer algo errado. Até porque certo ou errado, é uma questão tão complicada e filosófica quanto “Ser ou não ser?!” (Eis a questão!), na qual é fundamentada!

No rótulo “certinho”, as pessoas não conseguem ver (deve está em letras miúdas e garranchais) o ser humano que pode errar. E olha, quando erramos, somos sempre apontados como mau elemento. O certinho que fez algo terrível, não importa o tamanho, complexidade da besteira feita. O mesmo, sempre traz-me em mente uma expressão que quase nunca falo: Certinho, uma ova!

Aprende cabeça dura!

E o outro lado?! Os exemplos do que não devemos SER e não devemos Fazer. Será que não podemos aprender com eles?!
Temos muitas pessoas ao nosso redor e temos muitas informações sobre as coisas erradas que são feitas todos os dias no planeta que cada vez mais aquecemos. Basta assistir um noticiário. 80% das noticias são bons exemplos do que não devemos ser e não devemos FAZER. Corrupção, excessos com bebidas alcoólicas, imprudência no transito, assaltos, assassinatos… Uma infinidade de maus ou bons exemplos, depende da sua visão de aprendizado.

Os pais são os melhores, mais próximos exemplos para seus filhos. Não sou pai, mas aprendi e aprendo com os péssimos exemplos que ainda vejo. Maus exemplos, atos (fazer, fazeres) dos pais, às vezes não fazem seus filhos sentirem orgulho e um filho que não tem (ter, é fazer ou ser?!) orgulho do pai/mãe também pode não ser o orgulho do pai.

Não vou dizer que você deve mostrar maus exemplos aos seus filhos ou ser o bom exemplo, não sou pai! Mas como filho, uma conversa sobre “fazeres” (e não “seres”) certos e errados, pode ajudar-lo a fazer coisas boas. Pra ter essa conversa, você precisa de autoridade, se você for uma autoridade de coisas que não devem ser feitas, não perca seu tempo tentando dá bons conselhos do que ele deve fazer!

A vida não ensina a quem não quer aprender.

PS 01: Não esquecendo a parte que agrada meu irmão: Ser certinho também significa sonso, dissimulado… as vezes eu gosto quando esses termos são referidos a minha pessoa, sinto-me mais humano e humanos erram… Tb erro piiiiiiiiiii :D

PS 02: O fato de ter um mau exemplo como pai não significa que o filho também será um mau exemplo. As vezes o filho nem precisa de exemplos próximos para aprender. Os exemplos de fora são suficientes.

PS 03: “Acho que você é um programa de computador, um software, um vírus…” by Nih via MSN.
Resposta (Replay): É a prova que TEMOS falhas, bugs, errinhos que nos torna visíveis aos anti-vírus (também software), digo, as pessoas que convivem e conhecem nossos defeitos. É preciso conviver o bastante para conhecer os melhores/piores defeitos de uma pessoa!

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